
As palavras caíam como um sono.
Minhas mãos, presas, enlaçadas pelo que deveria ser um toque, não podiam se expressar.
Acorrentei-me nua à sua boca e as palavras caíam como um sono.
Quando meus pulsos ardem, ainda faço força, mas não me solto.
Inerte, e fingida.
Calada , amiga.
Amada, prendida, querida, deixada, molhada,
pregada.
Cortada. Sangrando um véu de lágrimas, apertada.
Encarada, suada e sangrando.
Molhando.
Caindo, como um sono, quase um sonho.
Acorrentada nua, à sua espera. Solta. Sangra.
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