sábado, 3 de outubro de 2009

escuros

Chovia. Chove muito nestes últimos dias.
Chegou , pegou alguns papéis e não conseguia tirar os olhos da janela.
A água lhe trazia alguma lembrança que nem ele sabia qual era.
Sentou-se e deixou-se escuro.
Pegou a caneta,o bloco, escreveu, selou, guardou.
Deixou-se tomar pela escuridão molhada e seu semblante tranquilizou-se.
Ele não sabia, e nem um dia era escuro o suficiente para lhe mostrar.
Ele não saberia explicar.
Era chuva e o escuro era tão seu.
Era dia e seu semblante era tão meu.
Óbvio como a chuva , tranquilo como o envelope selado.

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