Fui à feira.
Aquela feira de rua, com frutas, pamonha e pastéis.
Acho engraçado como as feiras não mudam. É uma tradição fiel, com reproduções de frases como "muher bonita não paga, mas também não leva", "olha a banana, banana fresquinha, banana..." e ainda "bom dia princesa, fique à vontade" (alguma mulher se sente elogiada ao ser chamada de "princesa?").
Me traz uma certa nostalgia, de quando eu era criança e ia à feira todos os sábados, com meu pai, e, antes de ir para casa, parávamos na barraquinha-trailler do senhor-fulano, japonês, e comprávamos pastéis de almoço. Não sei se porque eu era bem pequena, mas os pastéis eram gigantes.
Hoje os pastéis não me parecem tão gigantes, nem tão saborosos, e, provavelmente a feira que eu ia aos sábados nem existe mais, e eu nem estou na cidade onde nasci para saber se a feira continuaria a mesma se existisse ainda, mas aposto que sim.
Por tudo isso, eu sinto essa sensação de "já estive aqui antes". Acho que as feiras de rua servem para isso, para nos fazer sentir em casa, independente do lugar onde estivermos e de quão longe estamos de nossa infância.
karina buhr
6 dias atrás
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Ah, feiras... elas são como uma fotografia, não acompanham nossas mudanças.
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